20 de novembro de 2010

POR QUE SE CORRE TANTO NO FINAL DE ANO?

Todo ano é igual; sentimo-nos como um carretel girando quando está acabando a linha… Será falta de planejamento ou, o que é pior, indisciplina ao seguir o planejado?
É a repetição ampliada da síndrome de final de ano. Ninguém tem tempo para mais nada. Algumas empresas mudaram seu calendário fiscal para setembro ou outubro, mas o fenômeno continua, apenas descompassado da correria das festas de final de ano em todo o mundo.
Na indústria o desespero de fim de mês também é marcante. Corre-se para fechar as metas de vendas, as entregas de produtos atrasados para garantir o faturamento, e por aí vai até chegar o fim do ano. Certa vez fiz um plano inusitado: provoquei a síndrome do fim de semana, dividindo o sufoco mensal. Nos primeiros dias, o desespero aumentou, mas aos poucos se percebeu que era melhor disciplinar-se para não deixar acumular atrasos e respeitar o planejado.
Posteriormente, ao implantar a programação baseada por ordem das datas prometidas, confrontadas com a capacidade disponível para sequenciamento, houve maior serenidade na conclusão das tarefas.
Não, não foi tão simples assim! Passar a determinação do prazo e data de entrega da área comercial para o planejamento da produção foi uma guerra de egos. Entretanto, quando houve o entendimento de que a empresa como um todo tem de ter duas capacidades perante os clientes – capacidade de prometer e capacidade de cumprir o prometido – ambas, Comercial e Industrial, deixaram os constantes ataques: o Comercial vende o que não se produz e o Industrial produz o que não se vende.
Conclusão: para evitar as síndromes de final de ano, mês, semana ou dia, é necessário um plano estratégico que começa com a identificação precisa da capacidade nominal da empresa, avaliação da demanda provável e estabelecimento de metas factíveis sem as correrias que aumentam custos e reduzem o lucro.

Qual é a sua realidade?

19 de outubro de 2010

Há momentos na vida empresarial, principalmente nas áreas industriais e de produção, que são necessárias mudanças sem procrastinações.

Os incômodos já foram sentidos e parece que se agravam a cada dia, não é mesmo?

Quantas ideias já lhe passaram pela cabeça, faltando apenas ordená-las, dar-lhes prioridade e implantá-las?

Para ajudá-lo nessa reflexão, ofereço-lhe uma tabela para identificar ações a tomar:

Ações Necessária Desejável Não se aplica Desconheço Prioridade
1   Eliminar desperdício          
2   Aumentar confiabilidade e a Eficiência Global dos Equipamentos          
3   Melhorar a eficácia dos processos          
4   Assegurar sincronização em fluxo contínuo          
5   Definir fluxo unitário de materiais (one-piece flow)          
6   Reduzir estoques requeridos no processo (matéria-prima, WIP e produtos acabados)          
7   Reduzir defeitos e retrabalhos          
8   Reduzir lead time          
9   Conceber dispositivos à prova de falhas (poka-yoke)          
10  Implantar sistema que pare a linha quando surgirem problemas de qualidade, até que sejam sanadas suas causas          
11  Implantar sistema kanban          
12  Definir padrões de trabalho          
13  Avaliar aplicação de MTM          
14  Implantar sistema kaizen          
15  Implantar gestão visível (Andon)          
16  Melhorar ergonomia          
17  Avaliar produção nivelada pelo takt-time          
18  Implantar troca rápida de ferramentas (SMED)          
19  Promover trabalho em equipe          
20  Identificar gargalos e implantar gerenciamento de pulmões          
21  Implantar estoque no ponto de uso (supermercado)          
22  Usar princípios da Engenharia Industrial para processos, métodos e tempos          
23  Estruturar PPACP – Planejamento, Programação, Ativação e Controle da Produção          
24  Implantar OEE          
25  Outras necessidades:          

Se mais de cinco das vinte e cinco ações foram identificadas e receberam prioridades, nasceu o embrião de um projeto estratégico para a área de produção.

Se desejar copie a tabela, cole no corpo do e-mail, preencha e envie para: claudiney@fullmann.com.br

Quer trocar mais ideias, esclarecer dúvidas, dar opiniões, marque seus comentários.

As virtudes do Kanban

2 de setembro de 2010

Das linhas de produção para as mesas das churrascarias, o cartão, o disco ou totem de duas cores – verde e vermelho – é a comunicação silenciosa do seguir ou parar.

        Kanban é uma palavra de origem japonesa que significa sinal. Ele é a base do modelo de produção puxada na implantação de Manufatura Enxuta dos conceitos JIT – Just-In-Time.

        No cotidiano das pessoas nas compras em supermercados, mesmo sem conhecer seu sistema, todos já se acostumaram com a disponibilidade dos produtos nas gôndolas organizadas de forma lógica, com identificações visuais.

        Identificado o produto necessário, sempre no mesmo lugar, o consumidor retira a quantidade desejada, coloca em seu carrinho de compras e dirige-se ao caixa. Com os sistemas informatizados, à medida que é efetuada a venda há uma baixa no estoque e a informação segue para o planejamento ou logística central.

        Os abastecedores das prateleiras (muitas vezes os próprios fornecedores) passam periodicamente pelos corredores observando as quantidades de cada produto. Se houver espaço, porque produtos foram retirados pelos clientes, os abastecedores repõem apenas a quantidade que mantém a prateleira cheia, trazendo embalagens completas do depósito, que por sua vez, foram repostas pelos fornecedores. O processo é bastante simples e indicativo: se não houver espaço, não houve retirada para consumo e não é preciso ser reposto.

        Na indústria, o Kanban fornece informações suficientes para a produção de diversos itens. O planejamento gera a quantidade necessária de cartões para um giro adequado de estoque de cada produto ou componente, deixando a programação por conta do chão-de-fábrica, que opera como o que se vê nos supermercados. Não havendo vendas, não se produz para reposição.

        Mantém-se assim, um ciclo produtivo com circulação de embalagens e cartões Kanban garantindo os fluxos de informação e produção. Um dos grandes benefícios é a redução de estoque em processo, uma das grandes preocupações da dinâmica produtiva.

Conheça mais detalhes no livro O TRABALHO – Mais Resultado com Menos Esforço/Custo publicado pela Editora Educator.

Sucesso com Troca Rápida

2 de setembro de 2010

        A campeã do carnaval carioca de 2010 – Unidos da Tijuca – levou para a passarela conceitos da indústria produtiva: a troca rápida. Na produção, a criatividade leva a magia na substituição de ferramentas e dispositivos para reduzir os tempos de ciclo, prazos de entrega e lotes de produção.

               No Ocidente, a tradição da indústria automobilística considerava normal a troca de ferramenta de uma prensa de grande porte em até 12 horas. Na divulgação das técnicas japonesas, encontrei a informação de que para efetuar exatamente a mesma tarefa despendiam 0,34 horas. Achei que fosse um erro de digitação; 3,4 horas já seria uma redução fabulosa, mas não, eram mesmo cerca de 20 minutos! Qual seria a magia ou o milagre?

        Fui conferir no Japão o que seria o “Ovo de Colombo”. Não satisfeito com os resultados, Shigeo Shingo criou o SMED – Single Minute Exchange Die – Troca de Ferramenta em até 9 minutos. E isto é comprovadamente possível.

        Os métodos empregados para tal façanha eram completamente diferentes da tradição reinante por mais de cinquenta anos. Uma insatisfação com o status quo provocou uma nova revolução industrial.

        Em recentes estudos realizados em uma metalúrgica, conseguiu-se uma redução de mais de 50% do tempo de setup, com o mínimo de investimento. Após treinamento, foram formadas equipes para filmar, analisar, envolver operadores nos estudos e aplicar conhecimentos. Em apenas duas semanas, puderam propor um novo método, que, além de reduzir os tempos, melhorou a ergonomia e a satisfação dos envolvidos.

        Conheça mais detalhes no livro O TRABALHO – Mais Resultado com Menos Esforço/Custo publicado pela Editora Educator.

Aproveitar as Oportunidades

23 de agosto de 2010

 Depois da tempestade financeira, a resposta ao mercado

por Claudiney Fullmann

         Quando surgem as crises, as nuvens negras pairam sobre as empresas que, para garantir a sobrevivência ou postergar sua derrocada, apertam os cintos com corte nos programas de treinamentos, no orçamento de publicidade, no desenvolvimento de produtos, na folha de pagamento, com consequente baixa no moral dos empregados remanescentes.

Ao desanuviar e com a aparição de céu azul, os gestores passam a fazer malabarismo com três bolas do negócio: Demanda, Capacidade e Produção.

Quase sempre uma delas escapa: a empresa tem demanda, mas não tem capacidade; tem capacidade, mas não tem demanda; tem demanda e capacidade, mas a produção não responde – os atrasos se acumulam, as cobranças aumentam, as horas extras explodem, as justificativas não convencem e o caos piora.

O que fazer?

Um vôo de reconhecimento, iniciando pela expedição e terminando no planejamento e programação da produção. Vejo os estoques, os equipamentos, as atitudes das pessoas, o fluxo de materiais e informações, observando tudo sem manifestar opiniões prematuras. Ouço as queixas e mazelas dos gestores, que se resumem a um punhado de transferências de culpas; em suma, faço uma anamnese de engenharia que me conduz a diagnóstico específico para a realidade do momento, mas que quase sempre arrastam problemas antigos que a crise não permitiu atacar.

Usando os passos para a produtividade esmiuçados no livro O Trabalho – Mais Resultado com Menos Esforço/Custo, conseguimos priorizar ações que apresentem resultados mais rápidos, seguidas de programas de melhorias que aumentem a competitividade e lucratividade da empresa.

Cada caso é particular e encontrado em pequenas a grandes empresas de qualquer natureza. Não há um único remédio, tampouco adianta seguir modismos. Às vezes é a área comercial que não consegue pedidos para ocupar a capacidade disponível; às vezes é a produção que se enrola com a programação das ordens recebidas e não consegue cumprir prazos; outras vezes é a força de trabalho remanescente dos cortes, carente de capacitação e motivação, ou até mesmo falta de reciclagem da liderança para enfrentar os novos desafios. É também comum uma desorientação da cúpula, necessitando um reposicionamento dos negócios ou revisão estratégica.

Encontro de tudo um pouco. Principalmente o clássico embate de que a área comercial vende o que não se produz e que a área industrial produz o que não se vende. Os custos e oportunidades parecem soterrados, até que uma implantação sistemática de baixo custo aconteça.

Recentemente, em uma empresa de médio porte, escolheu-se como prioridade o OEE – Overall Equipment Effectiveness – Eficiência Global dos Equipamentos, um dos indicadores-chave da DPS – Dynamic Production Strategy. Um caso de sucesso, cuja implantação revelou o que se chama de “fábrica oculta”, ou seja, a capacidade estava lá, o investimento já fora feito, mas não se extraía o máximo possível dessa disponibilidade, não se conseguia o desempenho técnico disponível nem se obtinha a excelência da qualidade desejada.

Como foi sua implantação:

Começamos com um treinamento de equalização para participantes da supervisão, engenharia e PCP. Para se colocar os conceitos em prática, selecionaram-se sete equipamentos considerados gargalos e mais seis foram incluídos posteriormente.

         Partindo do princípio de que só se pode melhorar o que é medido, foram criadas planilhas simples a serem preenchidas pelos próprios operadores, identificando os períodos em que os equipamentos produziam normalmente e os tempos em que ficavam parados, apontando suas causas. As paradas mais frequentes eram por quebra de máquinas, seguidas de demora para troca de ferramentas, falta de ordem de serviço, atraso na chegada de material a ser processado, mudanças constantes de programa de produção, etc.

Com os resultados semanais, foram feitas diversas análises e ajustes de apontamento nos relatórios e na planilha geradora de gráficos. Enfatizaram-se diversas instruções e introdução de melhorias para facilitar a análise e principalmente o entendimento dos operadores quanto à acurácia dos apontamentos. Convém lembrar que essa mudança cultural criou uma desconfiança inicial nos operadores, que imaginaram ser prejudicados com tais controles. Palestras de conscientização eliminaram as dúvidas e o engajamento posterior foi marcante.

         A partir da terceira semana, quando pelo menos três pontos no gráfico mostravam as tendências, pudemos identificar os maiores causadores das perdas de disponibilidade e desempenho. A qualidade sempre apresentava percentuais elevados à custa de menor desempenho. Com a elaboração de planos de ação para atingir as metas dos índices de OEE, prioridades foram dadas à troca rápida de ferramentas e à manutenção preventiva.

Novo treinamento sobre SMED foi fornecido aos técnicos e operadores participantes, que extravasaram em criatividade, com implantações que proporcionaram excelentes resultados práticos. Alguns equipamentos tiveram reduções de tempo de setup de 45 a 68% com grande impacto no índice de disponibilidade do OEE.

Por exemplo, um equipamento que tinha um OEE inicial de 37%, atingiu um índice de 85%; outro que tinha 26% foi para 48%. O foco continua nos pontos onde existem possibilidades de melhorias, mostrando incrementos em produção excepcionais, cujos ganhos impactaram diretamente o faturamento, já que o ganho em OEE representa um aumento de capacidade.

Todos esses benefícios foram obtidos com baixo investimento em consultoria, treinamento e ferramental, sem adição de novos equipamentos nem mudança de layout. Um retorno muito rápido do investimento, além de deixar um conhecimento que perdurará por muito tempo.

Para obter mais informações sobre como aproveitar melhor as oportunidades ou esclarecer dúvidas, envie comentários.

O que extrair das lições dos grandes líderes empresariais

16 de agosto de 2010

“O esperto aprende com seus próprios erros. O sábio aprende com os erros dos outros. O virtuoso aprende com os acertos dos sábios e inova para a sua realidade”. Este é o conselho que dou para aqueles que querem aprender. Não significa apenas imitar, mas sim compreender as circunstâncias, os motivos, as ideias, os planejamentos e as ações que antecedem os resultados aplaudidos.

Há vários líderes que deixaram lições positivas, que nos inspiram a usar nossas forças para transformar o mundo caótico em que vivemos em uma vida melhor para a sociedade, para os clientes, os empregados, os acionistas e as gerações futuras.

Jack Welch, nomeado presidente da GE em 1981, com quem convivi de 1982 a 1988, é um desses líderes! Antes de ser considerado o executivo do século XX, nos primeiros três anos de seu mandato Jack era incompreendido e as pessoas temiam suas atitudes.

O que mudou em trinta anos?

O mundo viveu mais transformações nas décadas de 80 e 90 do que ao longo de todo o século. E na GE, a única empresa que sempre esteve entre as 10 melhores do mundo durante 100 anos, não foi diferente. E foi Jack que provocou uma mudança radical nesse período, antecipando-se às mudanças que muitas empresas do mundo inteiro foram obrigadas a fazer de forma desesperada.

“Mude antes de ser obrigado a mudar.” A cultura reinante na GE antes de Welch era de que uma das corporações mais admiradas do mundo não precisava de reparos. Falar em ouvir o cliente naquela época era uma heresia aos arrogantes detentores dos melhores sistemas e produtos. O “monograma GE” vendia por si só. Welch desafiou tudo que era considerado sabido. Ele foi um rebelde que amadureceu para se tornar um líder. Em meio às mudanças, cultivou e implantou valores com lisura e uma determinação inabalável de enfrentar a realidade, mesmo quando penosa. Sua receita para vencer: velocidade, simplicidade e autoconfiança.

Implacavelmente positivo, Jack se deleita em seu próprio entusiasmo; quando desgostoso, avança com uma bateria de obuses, destruindo toda a oposição. “Temos um desastre aqui.” Enquanto olha fundo em seus olhos, Jack lhe dirá exatamente o que pensa que você fez de errado. Mas, se você conseguir aguentar o repuxo e retrucar, ele vai ouvir e reconhecer seu valor.

O sucesso de Welch como líder dependeu menos de sua personalidade do que da qualidade de seus pensamentos. Inteligente, intelectualmente disciplinado e criativo, desenvolveu um estilo de gerenciamento que explora o poder das ideias revolucionárias.

Considero que os três principais pilares do sucesso de Welch são Idéias, Valores e Energia Emocional, considerados como seu Ponto de Vista Educativo, dos quais falava, ouvia e debatia com entusiasmo, mantendo um relacionamento profícuo com pessoas que apresentassem idéias para crescimento da GE.

Suas primeiras ideias representavam ameaça à burocracia e privilegiavam a produtividade. A mensagem era mudar ou morrer: “A mudança de cultura começa com uma atitude.” – Disse Welch.

A maioria das ideias que orientou a revolução na GE tornou-se princípio básico de gerenciamento de qualquer empresa e da vida de qualquer um:

- Controle seu destino antes que alguém o faça.

- Encare a realidade como ela é, não como ela era ou como você gostaria que ela fosse.

- Seja gentil com todas as pessoas.

- Não gerencie, lidere.

- Mude antes de ser obrigado a mudar.

- Se não tiver uma vantagem competitiva, não entre na competição.

Tudo isso poderá fazer você vencer, desde que os pratique de forma obstinada.

Produtividade Brasileira

16 de agosto de 2010

Para o Brasil ser um Competidor Global, ser competente para exportar e substituir as importações de produtos corriqueiros que abarrotam os camelôs, precisamos aprender a ser produtivos. Para nos sobressairmos no BRIC e, quiçá, nos demais blocos econômicos, devemos sair da posição de mercado e tornarmo-nos supridores de conteúdo.

Mesmo antes de a crise financeira assolar o mundo, já se constatava nossa necessidade de gerar riqueza por meio do trabalho produtivo, de mais conteúdo cerebral na produção de bens e serviços, do que apenas a exportação de commodities extraídas da natureza.

A quebradeira de bancos e agentes financeiros provou que a giração de riqueza, do ganho virtual e fácil, em substituição à geração de riqueza pela produção, favoreceu alguns e derrubou muita gente. Para levantar do tombo, só com trabalho.

Viver é trabalhar. Trabalhar é viver: só há vida porque existe trabalho. O trabalho não foi inventado, nasceu junto com a humanidade: desde o homem das cavernas, que evoluiu ao aprender a construir suas casas, cultivar seus alimentos, criar animais domésticos, confeccionar suas vestes com o que extraía da lavoura e da caça. Hoje, com tecnologias mais avançadas, aliadas à relação educação-trabalho, tem-se um trinômio que nos fará evoluir sem destruir. Viver melhor é saber trabalhar inteligentemente, com entusiasmo.

A solução é o trabalho útil, digno, nobre, que permite desenvolver a nós mesmos e à sociedade, que se beneficia da natureza e a transforma. O segredo é a produtividade  (mais com menos). Nos momentos de crise, o trabalho é a única solução de retomada da vida, reconstrução do que se perdeu…

Empresas e organizações, sejam de manufatura ou serviço, precisam de produtividade para ser consideradas de classe mundial e ter vantagens competitivas. Hoje vivemos a era da agilidade estratégica, com fábricas de conhecimento, personalização em massa com sistemas inteligentes e comunidades de prática. A velocidade dessa evolução está vertiginosa. A atualidade é alicerçada nas melhores práticas do passado, mas os passos acelerados ora avançam a perna “Mais Resultado”, ora a perna “Menos Esforço”, e a aceleração fica cada vez maior. A figura da águia é utilizada em diversas analogias. Neste caso, a decolagem acontece depois do limite da velocidade dos passos – o alçar voo para, do alto, ter uma visão macro e então mergulhar no detalhe do alvo a ser atingido. Lembrem-se: águia, e não avestruz.

Conheça mais detalhes no livro O TRABALHO – Mais Resultado com Menos Esforço/Custo publicado pela Educator.

O Impacto Social do Aumento da produtividade.

11 de maio de 2010

Quem perde com o aumento da produtividade?

Absolutamente ninguém!

Ganham as empresas, as pessoas, o governo, o meio ambiente, enfim, a sociedade como um todo, porque fazer mais com menos é um benefício coletivo. Produtividade é uma medida relativa que compara o resultado útil com um fator de trabalho ou atividade. Incrementa-se a produtividade com aplicação prática de processos mais eficientes, métodos mais racionais, ferramentas e equipamentos de melhor rendimento, todos frutos da excelente capacidade criativa do ser humano. Seu esforço físico e mental para obter resultados pode ser minimizado pela aplicação de conhecimento e tecnologia que reduzem os tempos e custos enquanto aumentam a quantidade e a qualidade.

Na agricultura a produtividade do solo acontece pelo aumento da fertilidade devido a uma preparação adequada. Em uma oficina pela racionalização do trabalho ergonômico e eliminação de desperdícios na aplicação de energia e no uso de matérias-primas; as máquinas substituem o esforço braçal e requerem maior conteúdo intelectual, o que requer um melhor desenvolvimento educacional. Nos lares, desde o melhor aproveitamento dos alimentos até a eliminação dos desperdícios com o uso de detergentes e dos consumos de água, luz e telefone. Da economia doméstica a economia nacional, o custo social diminui e aumentam os benefícios individuais e do PIB.

Tomemos como exemplo uma indústria de bens de consumo – um eletrodoméstico. Todos os desperdícios ocorridos na produção, passíveis de serem eliminados ou reduzidos pelos operadores e gestores, sejam em tempo ou em materiais e insumos, acumulam custos, que fazem subir o preço pago pelos distribuidores e lojistas que, na ponta do consumo serão pagos pelas mesmas pessoas que os produziram. Analisando um outro produto mais complexo – um elevador, terá o impacto da baixa produtividade no preço pago pelos construtores, que aumentam o preço de venda dos apartamentos e, consequentemente, o pessoal que o produziu, quando comprar ou alugar sua morada pagará o preço do desperdício não evitado.

Toda produção que privilegie a produtividade tem um impacto econômico muito positivo na sociedade e toda a sociedade paga o preço do desperdício que ela mesma acumula.

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